Piso regional

Relações trabalhistas de SC “é a essência do sindicalismo”, diz Silveira

O consenso sobre o os novos “salários mínimos” do Estado que conquistaram reajuste de 7,27% é exemplo que repercute no País

O perfeito entendimento das instituições sindicais de Santa Catarina sobre o piso regional de salário, significa “amadurecimento” nas relações trabalhistas, “fortalecimento” das classes trabalhadoras e “sossego” ao empresariado. A definição do líder sindical, Vilson Silveira, retrata a importância das negociações onde prevaleça o bom senso. Mostra que este “adequado e elogiável comportamento” foi demonstrado pelas instituições sindicais representativas de trabalhadores e empregadores. Através do consenso o conjunto definiu o novo piso regional de Santa Catarina, concedendo reajuste de 7,27% a todas as faixas salariais.

Silveira, presidente do Stimpc (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Material Plástico de Chapecó) e secretário regional da Força Sindical de Santa Catarina, aponta que o acordo firmado implanta o “necessário equilíbrio” entre capital e trabalho, com respectiva promoção da “justiça econômico social”, satisfazendo “tanto os empregados como os empregadores”.

O dirigente reforça que Santa Catarina é o único estado brasileiro onde o piso regional é definido através de bem sucedidas negociações envolvendo federações e centrais sindicais de trabalhadores, uma delas a Força Sindical do Estado, e federações da classe empresarial. Silveira destacou a decisiva participação, em todo o processo de negociação, do presidente da Fetiaesc (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de SC), Miguel Padilha e do presidente da Força Sindical de SC, Osvaldo Olávio Mafra.

Valores – Os novos pisos salariais de Santa Catarina, com vigência retroativa a janeiro deste ano, tiveram valorização de 7,27%. As quatro faixas salariais passam a ter salários que variam de R$ 1.730,00 e R$ 1.978,00. Isso significa que o trabalhador enquadrado no maior teto, ganha R$ 460,00 acima do salário mínimo nacional. Para Silveira esta é “a mais expressiva dimensão do movimento sindical catarinense”. Representa, ainda, considerável subsídio para as negociações das Convenções Coletivas de Trabalho, nos municípios.

O próximo passo é o encaminhamento do acordo ao Governo do Estado para elaboração do projeto de lei a ser enviado à Assembleia Legislativa. Como houve consenso na negociação, remeter o documento à votação da ALESC “é uma mera, mas exigida formalidade” para validar o piso regional. Após vai ser sancionado pelo governador.

Os novos salários mínimos de Santa Catarina

Faixa um – R$ 1.730,00

A: agricultura e pecuária

B: indústrias extrativas e beneficiamento

C: empresas de pesca e aquicultura

D: empregados domésticos

E: turismo e hospitalidade.

F: indústrias da construção civil

G: indústrias de instrumentos musicais e brinquedos

H: estabelecimentos hípicos

I: empregados motociclistas, motoboys e do transporte em geral, exceto

motoristas

Faixa dois – R$ 1.792,00

A: indústrias do vestuário e calçado

B: indústrias de fiação e tecelagem

C: indústrias de artefatos de couro

D: indústrias do papel, papelão e cortiça

E: empresas distribuidoras e vendedoras de jornais e revistas, empregados em bancas, vendedores ambulantes de jornais e revistas

F: empregados da administração das empresas proprietárias de jornais e revistas

G: empregados em empresas de comunicações e telemarketing

H: indústrias do mobiliário

Faixa três – R$ 1.898,00

A: indústrias químicas e farmacêuticas

B: indústrias cinematográficas

C: nas indústrias da alimentação

D: empregados no comércio em geral

E: empregados de agentes autônomos do comércio

Faixa quatro – R$ 1.978,00

A: indústrias metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico

B: indústrias gráficas

C: indústrias de vidros, cristais, espelhos, cerâmica de louça e porcelana

D: indústrias de artefatos de borracha

E: empresas de seguros privados e capitalização e de agentes autônomos de seguros privados e de crédito

F: edifícios e condomínios residenciais, comerciais e similares, em turismo e hospitalidade

G: nas indústrias de joalheria e lapidação de pedras preciosas

H: auxiliares em administração escolar – empregados de estabelecimentos de ensino

I: empregados em estabelecimento de cultura

J: empregados em processamento de dados

K: empregados motoristas do transporte em geral

L: empregados em estabelecimentos de serviços de saúde

Assessoria de Imprensa STIMPC

Miguel Padilha

Osvaldo Mafra

Diva Bellaver

Jornalista

Sou jornalista formada pela Celer Faculdades de Xaxim e, desde 2008, atuo no jornal Tribuna da Gente como fotógrafa e editora. Com mais de 15 anos de experiência na área, busco sempre transformar histórias e momentos em imagens e palavras que conectam e informam o público.

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