Faesc preocupada com a questão indígena em SC: Funai com poder de polícia

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) está preocupada com os efeitos do Decreto 12.373/2025, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que concede poderes de polícia à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e, por isso, aprova a iniciativa da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) em apresentar o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 52/2025, protocolado pelo deputado Alceu Moreira (MDB-RS), com o objetivo de sustar o decreto presidencial.

Na avaliação do vice-presidente executivo da Faesc, Clemerson Argenton Pedrozo, a medida é claramente inconstitucional e uma afronta ao direito de propriedade no Brasil.  Além disso, usurpa a competência do Congresso Nacional. O decreto assinado pelo presidente Lula prevê que a Funai poderá adotar medidas cautelares em casos de risco iminente contra povos indígenas, incluindo apreensão e destruição de bens, além da lacração de instalações particulares empregadas na prática de infrações.

 A Funai poderá atuar para evitar invasões e ocupações ilegais em terras demarcadas, podendo remover infratores e inutilizar equipamentos usados nas infrações. Dessa forma, a medida abre caminho para desrespeitar o direito de propriedade no país, colocando em risco a segurança jurídica no campo. Isso significa que, a partir de agora, o órgão terá prerrogativa para autuar, apreender e aplicar sanções em áreas cujo processo de demarcação ainda está sob análise.

Por outro lado, a regulamentação pode enfraquecer as forças policiais já existentes, como a Polícia Federal e as Forças Armadas, que, segundo ele, são as instituições responsáveis pela segurança e fiscalização dos territórios indígenas. As Forças Armadas e a Polícia Federal precisam ser equipadas para exercer poder de polícia. A Funai deve cumprir seu papel social e organizacional, mas não de polícia. A medida pode, ainda, favorecer a atuação de organizações não governamentais (ONGs) estrangeiras em território nacional, o que, na visão do dirigente, representa uma ameaça à soberania do país.

A Faesc acredita que o Congresso Nacional reverterá a regulamentação por meio do PDL (Projeto de Decreto Legislativo) proposto pela Frente Parlamentar da Agropecuária – com apoio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) – para suspender os efeitos do combatido decreto.

 RESPEITO E PREOCUPAÇÃO

O vice-presidente executivo enfatiza que a Faesc defende o respeito ao direito de propriedade e à cultura dos indígenas como pressuposto para a paz no campo. A Federação quer evitar litígios – como ocorreram no passado – entre produtores/empresários rurais e comunidades indígenas. A preocupação da entidade tem motivos concretos: a existência de dez áreas rurais que a Funai pretende demarcar, totalizando cerca de 58.000 hectares (1.421 imóveis rurais) em várias regiões do território barriga-verde onde vivem mais de 2.000 famílias rurais.

 “Nossa maior prioridade é evitar conflitos que, no passado, minaram a paz e a tranquilidade de centenas de famílias rurais. Defendemos o mais absoluto respeito ao Estado de Direito”, assinala Argenton Pedrozo, enfatizando que a harmonia e a convivência fraterna são as prioridades da Faesc.

Fonte: MB Comunicação Empresarial/Organizacional, Jornalista Responsável – Marcos A. Bedin – MTE SC 00085-JP – postagem: Diva Bellaver

Na avaliação do vice-presidente executivo da Faesc, Clemerson Argenton Pedrozo, a medida é claramente inconstitucional e uma afronta ao direito de propriedade no Brasil. (Foto: Divulgação/Sistema Faesc/Senar).

Diva Bellaver

Jornalista

Sou jornalista formada pela Celer Faculdades de Xaxim e, desde 2008, atuo no jornal Tribuna da Gente como fotógrafa e editora. Com mais de 15 anos de experiência na área, busco sempre transformar histórias e momentos em imagens e palavras que conectam e informam o público.

Siga-nos no Facebook

Notícias recentes

Assine nossa Newsletter

Deixe seu e-mail e recebe as melhores notícias diretamente na sua caixa de entrada.

Assinatura efetuada com sucesso! Ops! Tente novamente mais tarde.

Busque por categorias

    Edit Template

    Sobre

    Jornal Tribuna da Gente nasceu em 2007, idealizado pelo radialista Guilherme Elias Cipriani. Sua primeira sede foi na cidade de Cordilheira Alta, mas, no ano seguinte, o jornal se estabeleceu em Coronel Freitas, SC, onde permanece até hoje. Sob a direção da jornalista Diva Bellaver e de Guilherme Elias Cipriani, o Tribuna da Gente continua a ser uma referência na comunicação local, sempre com um olhar atento às necessidades da comunidade.

    Últimas Notícias

    © 2024 Tribuna da Gente