No dia 15 de abril de 1936 nascia em Guaporé/RS, uma menina filha primogênita de Vitório José Alberti e Ernesta Fonini Alberti com o nome de Dima Luiza Santa, em homenagem as suas avós.
Essa menina sempre muito esperta interessada em descobrir o mundo aprendeu desde cedo com seus pais os valores da família. Nessa família de Italianos aprendeu que o trabalho enobrece e que cada um tem seu propósito.
Então, essa família saiu do RS e mudou-se para Chapecó SC.
Mais adiante, seu pai Vitório continuou desbravando o velho oeste e chegaram a uma comunidade que mais tarde recebeu o nome de Coronel Freitas.
Vitório e Ernesta abriram caminho para um novo mundo.
Nesse novo local, cresce essa menina aprendendo com seus pais o valor do trabalho, da honestidade e da bondade.
Ainda menina desafiava os amigos para corrida de cavalos (Pitiço era o nome do cavalo dela), e com ele aprendeu a cair e levantar. Levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima.
O tempo passou, essa menina cresceu e na mocidade foi Rainha do Clube Gaúcho fundado por seu pai Vitório José Alberti.
O tempo continuou passando e essa moça inteligente e sempre interessada em evoluir foi aprendendo novidades do mundo com a revista Seleções que sua prima Elda trazia da capital gaúcha, Porto Alegre.
Essa moça, sempre interessada em aprender, estudou no Colégio Bom Pastor em Chapecó para cursar o magistério, mas a pedido do seu pai, retornou para auxiliar a sua mãe na loja. Assim, era para ser professora, mas virou uma administradora de mão cheia.
E o tempo foi passando, e em um encontro de corações casou-se com Alberto Francisco Ciarini onde formaram uma linda família com 5 filhos. As dificuldades que existiam naquela época foram moldando seu crescimento sempre com alegria e garra de viver.
Apesar das adversidades, sempre soube conduzir a vida com maestria e mão de ferro ensinado seus filhos que a caminhada nem sempre são flores, mas que também há flores no caminho e que o melhor caminho é o do coração.
Ensinou a olhar o copo meio cheio e não vazio. A ter esperança.
Sempre fez do limão uma limonada, ensinou seus filhos que o impossível não existe e com persistência e fé, alcançarão os objetivos e seguirão fortes.
Ensinou que tudo tem os dois lados e que devemos manter o nosso olhar para o lado da bondade, da gratidão e da fraternidade com amor no coração.
É uma pessoa iluminada que sabe o valor da vida e sabe que na vida temos nossas escolhas, que reclamar é perder tempo e energia a qual poderia ser empregada em algo útil.
Ensinou os filhos a ter a gratidão por tudo o que a vida oferece, mas que não devem se acomodar, pois é necessário lutar sempre por algo melhor.
Sempre atenta e querendo descobrir novos horizontes, viajou por esse mundo afora conhecendo muitos lugares e vários países incluindo a Itália, França, Inglaterra, Espanha, Rússia, Noruega, Alemanha e Chile e também foi viajar até o Japão. Porém, nessas andanças sentiu que o melhor lugar para viver é o Brasil.
Agora, com abençoados 90 anos, bem vividos, continua mostrando disposição e alegria de viver sabendo que Deus sempre está no comando guiando os passos e iluminando quem faz por merecer. (Texto escrito por Margaret Grando)

Registro de Dona Luiza com seus 5 filhos: Luiz Carlos, Umberto, Cesar, Margaret e Adalberto
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Agora, conheça um pouco mais da história da aniversariante Dima Luiza Alberti Ciarini, nascida em 15 de abril de 1936, em Guaporé, RS – sendo ela a filha primogênita de Ernesta Fonini e Vitório José Alberti tendo como irmãos Alberto, Odete, Anete e Artur (em memória), numa entrevista realizada pelo Jornal Tribuna da Gente
1 – Dona Luiza, conte-nos um pouco de como foi a sua infância?
R: Na minha infância aconteceu a nossa mudança, onde os meus pais vieram morar em Chapecó e mais tarde a Coronel Freitas. Naquela época eu tinha apenas 7 anos de idade e, portanto, fui crescendo e me criando aqui. Vi nosso município nascer e crescer, visto que Coronel Freitas pertencia ainda ao município de Chapecó e com isso conheci as poucas famílias que moravam aqui. Imagina só, que não tínhamos nem aparelho de rádio e somente anos mais tarde meu pai comprou um aparelho para nós ouvirmos e foi a coisa mais legal para se reunir com a família e escutar rádio de emissoras distantes como a Tupi, de São Paulo, pois, por aqui, ainda não tinha emissoras de rádio.
2 – E conforme foi crescendo, como foi a sua juventude?
R: Na minha juventude eu me divertia, mas também trabalhava, pois tinha que ajudar meus pais na loja, o Lojão que tinha de tudo e ali naquela lida fui pegando prática do que é trabalhar no comércio, algo que fui fazendo e me aprimorando a minha vida toda, além disso, durante a minha juventude também procurei estudar cursando Normal Regional no Bom Pastor, em Chapecó, mas não segui a profissão de professora, já que tive que voltar e continuar trabalhando na loja juntamente com meus pais, atividade esta, que fiz a vida toda – trabalhar no comércio em vários setores.
3 – Mais adiante, Dona Luiza encontrou seu companheiro e casou-se com ele. Como foi esse encontro e quantos filhos nasceram desse encontro de corações?
R: Conheci meu marido, o Alberto Franscisco Ciarini (em memória), aqui em Coronel Freitas, no auge de nossa juventude e nos casamos no ano de 1956 e dessa união temos 5 filhos: Luiz Carlos, Umberto, Cesar, Margaret e Adalberto.
4 – Sendo assim, qual atividade o casal Dona Luiza e Alberto exerciam para sustentar a família?
R: Fazíamos um pouco de tudo voltado sempre para o comércio tendo: padaria, restaurante e farmácia, visto que o meu marido Alberto era farmacêutico.
5 – Porém, Dona Luiza perdeu seu esposo quando ela era ainda muito jovem e, com isso, a aniversariante nos conta com fez para sustentar os filhos, considerando que todos seguiram ótimos caninhos, tanto pessoal, quanto profissional?
R: Sim. Meu companheiro Alberto Francisco partiu muito cedo quando eu tinha na época apenas 39 anos. Então, imagina uma mulher mãe de 5 filhos, todos jovens, e eu precisando me virar para sustentá-los e educá-los, mas como sou de família de fibra forte e tive ótimos ensinamentos fui trabalhando bastante e cuidando dos meus filhos contando com o apoio dos meus pais, irmãos e amigos e, hoje agradeço sabendo que todos se encaminharam no caminho do bem.
6 – Dona Luiza, relate alguns de seus maiores desafios durante sua vida? R: Tive muitos desafios, no entanto afirmo que o maior desafio foi criar e encaminhar meus filhos para o caminho do bem, da prosperidade e das boas ações.
7 – Mas também, certamente que a aniversariante colheu e colhe muitas conquistas alcançadas ao longo de 9 décadas. Sendo assim, descreva-nos quais são suas melhores conquistas?
R: São muitas e incontáveis conquistas, mas entre elas estão ter muita saúde, continuar trabalhando e fazendo as coisas que gosto muito como cantar no Coral da nossa cidade que faço parte há mais de 30 anos e, especialmente, ver que meus 5 filhos todos se formaram na faculdade e cada um segue sua profissão com muito amor e sucesso. Além disso, é uma grande conquista fazer e manter amigos e a união da minha família toda.
8 – E o que representa para Dona Luiza chegar aos 90 anos?
R: Chegar aos 90 anos representa uma grande graça alcançada. Representa a Graça de Deus na minha vida, pois com a fé em Deus que consegui chegar aos 90 anos e tenho a dizer: obrigada Senhor – ainda completa a aniversariante com a expectativa de seguir adiante – “agradeço pela vida e agora é viver feliz todos os dias desfrutando das muitas coisas boas que me cercam e pedir a Deus muita saúde”.
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Festa para comemorar os 90 anos
Para comemorar a data tão marcante dos 90 anos, Dona Luiza recebeu de presente de seus familiares uma linda e divertida festa. O evento aconteceu no sábado, 25 de abril, no Clube Gaúcho, de Coronel Freitas – reunindo familiares, amigos e convidados especiais.

Registro dos irmãos Anete, Alberto, Luiza e Odete

Aniversariante na companhia dos netos

Aniversariante juntamente com a equipe de cantos Coral Municipal São José De Coronel Freitas
Fotos: Bertoncelli Fotografias – reportagem: Jornal Tribuna da Gente – fontes: Dima Luiza e Margaret Grando


